Títulos de filmes, se os tradutores fossem baianos

 

Uma linda mulher: Piriguete gostosa pa porra.
Quem vai ficar com Mary?: Quem vai lascar Maria em banda?
Riquinho: Barãozinho
Velocidade máxima: O buzú avionado
Os bons companheiros: Os corrente
O paizão: O grande painho
A morte pede carona: A misera quer pongar
Ghost: O encosto
O Poderoso Chefão 1: ACM
O Poderoso Chefão 2: ACM Júnior
O Poderoso Chefão 3: ACM Neto
O exorcista: O lá ele
Táxi Driver: O taquiceiro
Corra que a polícia vem aí: Se pique que os homi tão descendo
O Senhor dos Anéis: O coroa dos balangandans
Janela indiscreta: Vizinho na cócó
Velozes e furiosos: Ariscos e virados no estopô
Esqueceram de mim: Me crocodilaram
Forrest Gump: O culhudeiro
Clube da luta: Os comedor de pilha
O cavaleiro das trevas: O jagunço do breu

Cidade de Deus: Bairro da Paz (Bairro de Salvador)

A primeira câmera digital do mundo

Steve Sasson, um engenheiro elétrico da Kodak, tem a honra de ter entrado à história como o homem que fabricou a primeira câmera de fotos digital, lá em 1975. Não era fina e muito menos tirava fotos com ultra resolução e nem sequer tinha zoom. De fato, era bem ao contrário: um autêntico trambolho quase impossível de manejar e com um montão de inconvenientes. Mas ali estava o primeiro precedente para as bases da revolução digital em fotografia.
A câmera pesava 3,6 quilos e para funcionar precisava nada menos que 16 baterias de níquel cádmio. Era tão limitada que nem sequer podia fazer fotografias coloridas, de modo que todas as imagens eram registradas com uma pobre gama de pretos e brancos. A definição também deixava muito a desejar, 100 linhas horizontais que é o equivalente a dizer 0.01 megapixels.
O aparelho foi arranjado com um conversor análogo-digital adaptado da Motorola, uma lente de 35mm de uma câmera Kodak e um chip CCD da Fairchild bastante precário que necessitava de 23 segundos de exposição para captar uma imagem quase que corretamente.
E se em 1975 não existiam, nem em pensamento, os cartões de memória compactos de hoje em dia, onde, diabos, as fotos eram salvas? Num dos formatos que era utilizado naquela época como suporte a informática: a fita cassete. Ademais, para poder visualizar as fotos em uma televisão era necessário montar uma verdadeira gambiarra já que também não existia um aparelho decodificador para o sistema.
E lá se foram mais de 30 anos desde que foi inventada. Ainda que cabe apontar que só alguns privilegiados conheceram o aparelho na época, já que a Kodak manteve a câmera em segredo até 2001. Em decorrência dessas três décadas a fotografia digital avançou a passos largos até o ponto dos fabricantes se digladiarem no acréscimo, já sem sentido, do mega-pixel. O que será que reserva o futuro nos próximos 30 anos parta as câmeras digitais?

Steven ainda é funcionário da Kodak como diretor da área de propriedade intelectual da empresa.